Amália Domingos Soler

A médium Amália Domingos Soler (1835-1909) reencarnou na Andaluzia, região da Espanha, que tinha estado sob o domínio árabe quando da invasão moura à Península Ibérica.

 

Os sacrifícios dela exigido quando era criança foram muitos. Antes de nascer ficou órfã de pai, depois teve problemas com a visão logo após o parto, recuperou-se após três meses de vida. Por todas estas dificuldades a sua mãe tornou se uma amiga inseparável. Ao perdê-la, mudou para Madri e lá passou por enormes dificuldades financeiras. Sua vista ficou mais debilitada por conta de esforços com o sérvio de costureira e com a escrita de suas poesias (escrevera seus primeiros versos aos dezoitos anos de idade). Sua procura por reposta que explicassem seu sofrimento a levou a conhecer o periódico espírita El Critério. Iniciava a partir daí a sua missão como divulgadora da Doutrina espírita. Em seguida, uma poesia sua foi incluída na publicação espírita La Revelación. Logo teve o artigo La Fé espiritista publicado pelo El Critério, em 1872. O trabalho funcionou como sua apresentação aos espíritas de Madri que aos poucos a receberam em seus grupos de estudos. Mudou-se para Barcelona em 1876, o convite de um grupo de espíritas daquela cidade conhecido como Circulo La Buena Nueva. Lá ela tornou a apresentar problemas com a visão, ficando quase cega, mas recebeu o amparo de seus confrades e permaneceu a divulgar o Espiritismo. Conheceu Miguel Vives y Vives, falaremos dele no capitulo que recebeu uma mensagem da mãe de Amália. A seguir conheceu o médium Eudaldo Pagés y Comas (? -?), que com ela trabalhou na consecução de sua obra maior Memórias de Padre Germam (Memórias do Padre Germano). O padre mencionado era o seu orientador espiritual, o livro foi publicado em 1880.

 

Amália foi chamada para defender o espiritismo contra os ataques efetuados pelo orador católico Vicente de Manterola (1833 – 1891), realizada por meio do jornal Gaceta de Cataluña.

 

Em 1879, por insistência de seu e protetor material Luis Llach (? -?), presidente do Círculo l Buena Nueva, ela dirigiu o primeiro numero do periódico espírita La Luz Del Porvenir, mas a publicação foi denunciada pelas autoridades eclesiásticas e sua tiragem ficou suspensa por longo período. Neste intervalo ela publicou outro periódico, El Eco De La Verdade, que também foi denunciado, mas terminou por não receber punição.

 

Em 1889, o jornal La Luz Del Porvenir, que está sendo novamente publicado, teve de ser encerrado em virtude de questões financeiras. Tal fato não abalou sua vontade e ela continuou escrevendo e remetendo suas obras para o México, Cuba, Itália, Venezuela e Argentina. Como o desencarne de seu amigo e protetor Luis Llach, seguido por Eudaldo Pagés y Comas, que auxiliava em suas obras, ela foi se sentindo esgotada ate o seu desencarne em 29 de abril de 1909. Deixou uma maravilhosa obra de divulgação espírita que até os dias de hoje sensibiliza corações que estão em busca da verdade espiritual.

 

Fontes: Capitulo 17, terceira parte, os pesquisadores da mediunidade I – múltipla mediunidade, A mediunidade na história humana: surgimento do espiritismo e os pesquisadores da mediunidade I(volume 3), Licurgo S de Lacerda, Araguari MG, Minas Editora. e http://cafehistoria.ning.com

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